Febre, a “vilã” de toda mãe

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Febre, a “vilã” de toda mãe

Acredito que o maior temor das mães é ver seu filho doente. Uma das funções da maternidade é de ser rocha e conforto para os filhos. Os problemas sociais ou materiais parecem, às vezes, mais fáceis de se lidar com o passar do tempo. Agora, a febre faz que as mães se sintam impotentes, ao verem a criança sofrer por uma doença qualquer que não conseguem resolver sozinhas. A febre vira a vilã da família, a razão para discussões em casa, noites mal dormidas e uma tristeza profunda por ver o abatimento do filho.

Gostaria para dizer para cada mãe: Não encare a febre como um vilão pessoal nas madrugadas adentro. Encare-a como sua aliada, o jeito informal do corpo do seu filho lhe informar que algo está errado, quando a criança por si mesma não consegue fazê-lo.

Primeiramente é interessante saber que, na maior parte dos casos, a febre é uma forma de combate a micro-organismos que entram em nosso corpo para lhe causar dano. Essa reação é positiva, pois nos diz que o nosso organismo está conseguindo reunir forças para a destruição desses intrusos. Ela nos dá uma ideia de como o quadro da doença está evoluindo. O ciclo da febre ajuda muito os médicos a levantarem hipóteses sobre qual doença seria a causa mais provável de todos esses sintomas.

Sabendo disso, é importante não se desesperar. Pensando que a febre é nossa aliada, temos que buscar informações sobre como ela está agindo dentro do corpo. Com isso, algumas perguntas sempre serão feitas para ajudar no pensamento do médico:

– Quando começou?

– Ela abaixa com medicação?

– Quanto tempo depois do remédio ela retorna?

– A criança fica muito caidinha durante a febre?

– Existe alguma hora do dia em que ela aparece com mais frequência?

– Qual foi a temperatura máxima? (Esse dado é importante, pois uma febre baixa, de 38°C, é diferente de uma febre alta, de 40°C)

– Existe mais alguma coisa associada à febre?

– Desde que começou, ela vem ficando mais frequente ou forte? Ou ela está diminuindo sozinha?

Munido dessas informações o médico pode, com o exame físico, obter um diagnóstico mais provável para o que está acontecendo. Lembrando que, normalmente, nos primeiros picos de febre, não haverá muitas mudanças no exame físico da criança, pois o micro-organismo de infecção está no começo de sua ação. O ideal é esperar entre 2 a 3 dias para verificar mudanças no exame e o diagnóstico ser mais certeiro. Se você notar, porém, que seu filho não pode esperar esse tempo, por qualquer motivo, procure a emergência mais próxima ou consulte seu pediatra de confiança (que já o conhece e conseguirá perceber pequenas mudanças mais rapidamente).

Mais uma coisa: não tem problema dar remédio para a febre abaixar; acreditamos, quando você fala que seu filho teve febre. Todos nós já sentimos o desconforto de ter uma infecção associada com febre; então não precisa punir seu bebê só para mostrar ao médico que ele realmente está febril. Lembrando que, a criança sempre deve vir em primeiro lugar, incluindo seu conforto. Faça um diário de quando começou a febre, qual remédio deu, quanto tempo demorou para ela abaixar e quando voltou.

Última informação importante: Quando é realmente febre? A partir de 37,8°C já consideramos febre, abaixo disso ainda não. Então você pode esperar para ver se seu filho terá febre mesmo ou se simplesmente estava mais quente do que o normal.

Camila Faversani Camargo