Violência doméstica, o que fazer?

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Violência doméstica, o que fazer?

Temos ouvido com frequência, nos diversos meios de comunicação sobre a violência contra a mulher. Atenção crescente tem sido dada a este tema, que afeta uma em cada cinco mulheres no Brasil. Talvez esses números não reflitam toda a dimensão do problema, uma vez que mulheres vítimas de abuso por seus parceiros tendem a esconder tal dificuldade, devido a sentimentos de culpa, medo, vergonha ou até por se sentir pressionada a manter sigilo sobre a violência sofrida.

Há mulheres inclusive que não se reconhecem como vítimas de abuso, principalmente se este ocorre no âmbito emocional ou psicológico. Tal abuso é observado, por exemplo, quando um dos cônjuges dirige ao outro palavras de depreciação, ameaças, xingamentos, responsabilizar o outro por qualquer problema que ocorra no lar, proibir o outro de estar com seus amigos ou familiares.

Mesmo entre as formas mais evidentes de abuso, como a violência física, ainda há mulheres que relutam em buscar ajuda. Identificar a própria necessidade ou a necessidade de alguém pode ser o primeiro passo no processo de cura. Em uma família onde ocorre violência, todos estão em sofrimento. Quando há agressões em casa, sejam elas psicológicas ou físicas, as crianças também são vítimas, mesmo quando o comportamento abusivo não lhes é diretamente direcionado. A sensação de desproteção, insegurança e medo ao presenciarem cenas abusivas, lhes provoca feridas na alma.

Ao contrário do que muitas mulheres pensam, a violência doméstica, quando mantida em segredo, tende a agravar, e não a diminuir ao longo do tempo. As mulheres vítimas de violência doméstica devem refletir sobre a dor que o abuso lhes tem causado e reunir forças para comunicar seu sofrimento, em busca de ajuda. É importante que verifiquem os serviços disponíveis em sua comunidade, e obtenham informações sobre como acessá-los. É importante lembrar que um cônjuge abusador também precisa de ajuda, assim como os filhos do casal. Porém, você esposa, não conseguirá auxiliar seu marido, a menos que rompa o silêncio e busque ser ajudada em primeiro lugar. Você é quem dá o primeiro passo para romper o ciclo da violência.

Encontre alguém preparado e disponível para lhe ouvir e aceite ajuda. A jornada da cura se inicia com o primeiro passo.

Dra Elke Fabiola Nery Oliveira Fernandes
Médica Psiquiatra – RQE 18066

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